terça-feira, 13 de novembro de 2012

a cidade fervilha

a cidade fervilha
e o tempo foge
procuro-te o rosto
no reflexo da chuva

ao longe, notas soltas
numa janela aberta
acordam um piano
ávido de melodia

o poema nasce da música
dedos afagam a palavra
pulsa-te a vida
no brilho dos olhos

e eu sei que
chegaste