quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Cotovia

    Senta-te na relva molhada e conta-me os augúrios da manhã. Verbaliza as histórias da terra no canto daquela cotovia longínqua que traz novas do sul. Empresta-lhe a tua voz para que ela nos diga como fala o vento e de que conversam as árvores de folhagem sempre verde. Pede-lhe que nos descreva a tonalidade do orvalho e o cheiro dos primeiros raios de sol. Pergunta-lhe como é a poesia dos outros lugares da terra…



   Ouve-a e descobre mistérios nos olhos pequeninos com que abarca o mundo. Imagina-lhe a suavidade das asas que se não deixam tocar. Quero ser cotovia e em ti voar.